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quarta-feira, 25 de junho de 2008

Estudo relaciona descrença religiosa a QI alto

[BBC]

Um artigo de pesquisadores europeus, que será publicado na revista acadêmica Intelligence em setembro, defende a tese de que pessoas com QI (Quociente de Inteligência) mais alto são menos propensas a ter crenças religiosas.

O texto é assinado por Richard Lynn, professor de psicologia da Universidade do Ulster, na Irlanda do Norte, em parceria com Helmuth Nyborg, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, e John Harvey, sem afiliação universitária.

A conclusão é baseada na compilação de pesquisas anteriores que mostram uma relação entre QIs altos e baixa religiosidade e em dois estudos originais.

Em um desses estudos, os autores compararam a média de QI com religiosidade entre países.

No outro estudo, eles cruzaram os resultados de jovens americanos em um teste alternativo de habilidade intelectual (fator g) com o grau de religiosidade deles.

Na pesquisa entre países, os pesquisadores analisaram média de QI com o de religiosidade em 137 países. Os dados foram coletados em levantamentos anteriores.

Os autores concluíram que em apenas 23 dos 137 países a porcentagem da população que não acredita em Deus passa dos 20% e que esses países são, na maioria, os que apresentam índices de QI altos.

Exceções

Os pesquisadores dividiram os países em dois grupos.

No primeiro grupo, foram colocados os países cujas médias de QI são mais baixos, variando de 64 a 86 pontos. Nesse grupo, uma média de apenas 1,95% da população não acredita em Deus.

No segundo grupo, onde a média de QI era de 87 a 108, uma média de 16,99% da população não acredita em Deus.

Os autores argumentam que há algumas exceções para a conclusão de que QI alto equivale a altas taxas de ateísmo.

Eles citam, por exemplo, os casos de Cuba (QI de 85 e cerca de 40% de descrentes) e Vietnã (QI de 94 e taxa de ateísmo de 81%), onde há uma porcentagem de pessoas que não acreditam em Deus maior do que a de países com QI médio semelhante.

Uma possível explicação estaria, segundo os autores, no fato de que "esses países são comunistas nos quais houve uma forte propaganda ateísta contra a crença religiosa".

Outra exceção seriam os Estados Unidos, onde a média de QI é considerada alta (98), mas apenas 10,5% dizem não acreditar em Deus, uma taxa bem mais baixa do que a registrada no noroeste e na região central da Europa - onde há altos índices médios de QI e de ateísmo.

LEIA MAIS: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/06/080612_inteligenciareligiao_mp.shtml

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

IstoÉ confirma versão bíblica da morte de Cristo

[Daniel Lüdtke]

A revista IstoÉ dessa semana comprova a veracidade do relato bíblico da morte de Jesus. A matéria de capa se baseia nas pesquisas do médico legista americano Frederick Zugibe, “um dos mais conceituados peritos criminais em todo o mundo e professor da Universidade de Columbia” – como destacou o periódico. Zugibe é autor do livro A crucificação de Jes
us – as conclusões surpreendentes sobre a morte de Cristo na visão de um investigador criminal, lançado recentemente no Brasil.

Na introdução da matéria, a autora, Natália Rangel, garante que os estudos sobre a morte de Cristo sempre pendem entre dois extremos: ateísmo ou conclusões preconcebidas e redundantes. Daí, a importância do trabalho de Zugibe. “Ele dissecou a morte de Jesus com a objetividade científica da medicina, o que lhe assegurou a imparcialidade do estudo”, informou Natália.

Suando gotas de sangue

Zugipe analisou cada passo do sofrimento de Cristo. Segundo o relato bíblico, no Jardim das Oliveira Jesus sua gotas de sangue. “A descrição (feita pelo apóstolo Lucas, que era médico) condiz, segundo o legista, com o fenômeno da hematidrose, raro na literatura médica, mas que pode ocorrer em indivíduos que estão sob forte stress mental, medo e sensação de pânico. As veias das glândulas sudoríparas se comprimem e depois se rompem, e o sangue mistura-se então ao suor que é expelido pelo corpo”, confirma a matéria.

Açoites

Para compreender os efeitos dos açoites sobre Jesus, Zugibe estudou as espécies de chicote usadas na época. “Em geral, eles tinham três tiras e cada uma possuía na ponta pedaços de ossos de carneiro ou outros objetos pontiagudos”, assevera o legista. Assim, sabendo-se que Cristo recebeu 39 chibatadas, elas equivaleriam a 117 golpes, devido às três pontas do instrumento de tortura. “As conseqüências médicas de uma surra tão violenta são hemorragias, acúmulo de sangue e líquidos nos pulmões e possível laceração no baço e no fígado. A vítima também sofre tremores e desmaios”, propôs Zugibe. “A vítima era reduzida a uma massa de carne, exaurida e destroçada, ansiando por água”, completou o médico.

Coroa de espinhos

O legista americano percorreu museus de Londres, Roma e Jerusalém, para saber qual a planta da qual teria sido confeccionada a coroa de espinhos usada por Cristo. Ele chegou a plantar em sua casa o espinheiro-de-cristo sírio, arbusto comum no Oriente Médio e que tem espinhos capazes de perfurar a pele do couro cabeludo. “Os espinhos atingiram ramos de nervos que provocam dores lancinantes quando são irritados. A medicina explica: é o caso do nervo trigêmeo, na parte frontal do crânio, e do grande ramo occipital, na parte de trás. As dores do trigêmeo são descritas como as mais difíceis de suportar – e há casos nos quais nem a morfina consegue amenizá-las”, atestou Zugibe.

Sofrimento emocional

Zugibe ainda analisou o sofrimento físico causado pelos pregos de 12,5 centímetros de cumprimento. Testou empiricamente os fortes impactos físicos de Cristo na cruz, simulando a crucifixão com voluntário assistidos por equipamento médicos. O legista, todavia, saliente um sofrimento pouco lembrado: o tormento mental. “Ele foi vítima de extrema angústia mental e isso drenou e debilitou a sua força física até a exaustão total”, declara Zugibe.

Conclusão da pesquisa

Diante das análises, o legista descarta as possibilidades de Jesus ter morrido antes de ser suspenso na cruz, infato ou asfixia. “Jesus morreu de parada cardiorrespiratória decorrente de hemorragia e perda de fluidos corpóreos (choque hipovolêmico), isso combinado com choque traumático decorrente dos castigos físicos a ele infligidos”, conclui Zugibe.

Ciência + Fé

Quando questionado sobre sua fé, Zugibe, como cristão, garantiu que suas pesquisas e estudos aumentaram sua confiança em Deus e na Bíblia. “Depois de realizar os meus experimentos, eu fui às escrituras. É espantosa a precisão das informações”, alega ele. As afirmações do legista apontam para a compatibilidade entre a fé e a religião, a Bíblia e a ciência. “Em nenhum momento meu livro contradiz as escrituras. Os meus estudos só reforçaram a minha fé em Deus”, finaliza Zugibe.

Leia a matéria em: http://www.terra.com.br/istoe/