quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Dois filmes, dois caminhos...

[Daniel Lüdtke]

Benjamin Carson e Charles Darwin. Duas histórias similares. Dois amantes da vida. Homens que se debruçaram para estudar o livro da existência; homens de potencial. Duas biografias nas quais mulheres de fé coadjuvaram com intensidade. Caminhos, todavia, totalmente opostos.

No filme, “Gifted Hands”(2009), protagonizado Cuba Gooding Jr., contata-se a história real de Benjamin Carson, maior neurocirurgião pediátrico da atualidade, mundialmente famoso pela primeira separação de gêmeos siameses unidos pelo crânio. Ele é diretor do Centro de Neurologia Pediátrica do Hospital Universitário Johns Hopkins, em Baltimore, EUA, desde os 33 anos de idade e autor de Best Sellers como “Ben Carson”, “Sonhe Alto” e “A Grande Visão”. Foi honrado em 2008 pelo presidente George Bush com a Medalha Presidencial da Liberdade. Esse é o maior reconhecimento civil concedido pelo governo americano e foi conferido ao Dr. Carson “por suas habilidades como cirurgião, seus elevados padrões morais e sua dedicação em ajudar outros”, segundo palavras de Bush.

Carson, cristão convicto e membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, não esconde sua crença em Deus e em sua intervenção no mundo real, nítidas nas cenas do filme. Trechos mostram o pequeno Ben frequentando a igreja, outros como adolescente orando apegado à Bíblia e suplicando a Deus para ter o temperamento transformado, até o adulto Benjamin Carson orando ao lado da cama suplicando a Deus sabedoria para cirurgia inédita no dia seguinte. A fascinação de Ben Carson pela complexidade do cérebro humano é clara tanto no filme “Gifted Hands” como em suas obras. Veja o diálogo da cena onde Ben, em 1976, é avaliado para disputar uma das duas vagas entre os 150 candidatos para residência de neurocirurgia no Hospital de Johns Hopkins:

AVALIADOR – Mas, me diga uma coisa. Por que você decidiu se tornar um médico do cérebro?

BEN CARSON – O cérebro... é um milagre. Acredita em milagres? Não são muitos médicos que creem. Não há muita fé entre os médicos. Quero dizer, estudamos relatórios, cortamos corpos abertos, tudo muito tangível, sólido. Mas, o fato é que há ainda muitas coisas que não podemos explicar... Acredito que todos fomos abençoados com incríveis dons e habilidades. Veja Handel. Quero dizer, como ele pode compor algo como "O Messias" em apenas três semanas? Este é o canal, a fonte, a inspiração para feitos inacreditáveis.

(Veja o filme aqui: http://iasdjovem.com.br/filmes/ben-carson-gifted-hands/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+iasdjovem+(Iasd+Jovem)

Em contraste, outra história. Está previsto para estrear este mês nos Estados Unidos o filme “Creation”, que conta a história de Charles Darwin (1809-1882) e enfatiza seu conflito interno entre a fé e suas descobertas científicas. No drama, essa luta interior é acalorada por sua esposa, mulher religiosa que teme as implicações de suas descobertas.

(Veja o trailer aqui: http://www.youtube.com/watch?v=BREvUKpZTeU)

O fim, entretanto, já é sabido: Não há espaço para Deus no mundo da ciência; não há um mundo planejado; não há propósitos.

Ser um Ben Carson ou um Charles Darwin é a escolha mais importante que temos que fazer. Se você aceita sugestões, escolha o primeiro.

2 comentários:

José María Souza Costa disse...

Passei aqui lendo. Vim lhe desejar um Tempo agradável, Harmonioso e com Sabedoria. Nenhuma pessoa indicou-me ou chamou-me aqui. Gostei do que vi e li. Por isso, estou lhe convidando a visitar o meu blog. Muito Simplório por sinal. Mas, dinâmico e autêntico. E se possivel, seguirmos juntos por eles. Estarei lá, muito grato esperando por você. Um abraço e fique com DEUS.

http://josemariacostaescreveu.blogspot.com

Anônimo disse...

Por que este blog está parado? Achei a proposta sensacional. Trabalhei com pesquisa laboratorial na área de saúde e posso dizer-lhe que você está coberto de razão na sua linha. Existe uma ditadura de pensamento. É algo como: "se você acredita em Deus, o que está fazendo aqui?" Existe até a abertura para a crença, mas se você questiona o evolucionismo, é quase uma agressão. Cientistas, ditos pensadores, não pensam sobre o que já foi sedimentado por doutrina.