Segundo publicação do Estadão Online (29/01/08), “pessoas solitárias têm uma tendência maior (...) a acreditar em entidades sobrenaturais, como anjos, demônios ou Deus”. A conclusão é resultado de experimentos realizados por psicólogos das Universidades de Chicago e Harvard, disponível em forma de artigo na edição de fevereiro do periódico Psychological Science. O texto, todavia, aponta a crença em Deus como mera carência fisiológica de indivíduos desconectados da sociedade.
Estadão destaca trecho do artigo e explica:
“Pessoas solitárias podem criar um objeto dotado de mente, um mascote ou um deus para povoar seus mundos” e que, dada a alternativa - o sofrimento causado pela solidão - essa pode ser uma estratégia terapêutica. “A correlação positiva entre a posse de um mascote e o bem-estar é bem documentada”.
O texto, entretanto, admite que a solidão funciona mais como uma alavanca para a crença no sobrenatural. "Desconexão social pode não transformar um ateu num fundamentalista, mas pode dar um impulso à crença religiosa entre crentes e descrentes", ressalta.
A Bíblia concorda que os solitários, os que sofrem e os pobres são os que crêem mais em Deus (Mateus 5:3-11). Apresenta também, em contrapartida, que as pessoas socialmente destacadas, ricas, sem preocupações, acabam por não precisar de Deus e crer menos nele (Mateus 13:22).
Todavia, a crença na divindade não é uma anomalia fisiológica dos solitários. Esta é uma necessidade natural de todas as criaturas – que são solitárias sem Deus.
